sexta, 23 de agosto de 2019 - 14:36h
AÇÃO CONJUNTA DAS POLÍCIAS DO AMAPÁ E DF PRENDE FORAGIDO DA JUSTIÇA EM BELÉM
Empresário condenado a 13 anos de prisão pelo assassinato de uma modelo amapaense foi preso em flagrante numa movimentada avenida de Belém.
Por: Izael Marinho
Foto: Reprodução
Momento em que o empresário era apresentado na delegacia de Icoaraci (PA).

Um agente policial da Divisão de Capturas, da Polícia Civil do Amapá, com ajuda de policiais brasilienses, prendeu em flagrante na manhã desta quinta-feira, 22, em Belém do Pará, o empresário Carlos Humberto Pereira Montenegro, de 59 anos, foragido da Justiça do Distrito Federal, condenado a 13 anos de prisão pelo assassinato da modelo amapaense Patrícia Melo, 21 anos, morta em 7 de janeiro de 2005, em um hotel de Brasília (DF).

Segundo o delegado-geral de Polícia Civil do Amapá, Antônio Uberlândio Gomes, Montenegro era considerado foragido desde setembro de 2018, quando sua condenação foi transitada em julgado e ele teve um mandado de prisão definitiva expedido contra si pela Vara de Execuções Penais do Distrito Federal (VEP-DF).

“A prisão dele é uma resposta da Segurança Pública do Amapá à família da modelo e à própria sociedade, que exigia sua prisão”, disse o delegado.

O empresário foi localizado e preso na Avenida Independência, em Belém. Após a prisão ele foi apresentado na 8ª Seccional da Polícia Civil, em Icoaraci, antes de ser recambiando para o Distrito Federal, onde cumprirá sua pena.

Em janeiro de 2005 a modelo Patrícia Melo foi arremessada do 14º andar do hotel “Gran Bittar”, em Brasília, após se recusar a fazer sexo com Carlos Humberto, segundo a denúncia do Ministério Público. A vítima era funcionária do empresário, no Amapá, e foi a Brasília a convite dele. Montenegro nega o crime.

Assim que a sentença transitou em julgado, em setembro de 2018, a Polícia Civil do Amapá iniciou um trabalho de investigação para tentar localizar Montenegro. O empresário vinha esporadicamente ao Amapá e numa dessas ocasiões levou um veículo para Belém, que passou a ser rastreado.

“Foi um trabalho difícil pelo fato dele possuir três endereços diferentes. Um na região metropolitana de Belém, outro no interior e o último em Salinas. Assim que ele se estabeleceu em Belém nosso agente de campo manteve contato conosco e acionamos a Polícia Civil de Brasília. Dois delegados brasilienses que presidiram o inquérito e três agentes foram a Belém e, juntamente com nosso agente, realizaram a prisão”, informou Gomes.

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