O Governo do Estado, através da Secretaria de Estado da Justiça e Segurança Pública (SEJUSP), promove, nesta quarta-feira, um simpósio com o objetivo de prover o nivelamento técnico necessário sobre a Lei nº 11.340, de 7 de agosto de 2006, conhecida como Lei Maria da Penha. No mês de aniversário de 16 anos da referida lei, o evento busca aproximar servidores das diferentes forças de segurança pública atuantes no Estado e das demais agências envolvidas na Operação Maria da Penha, qualificando os agentes para as intervenções, proporcionando maior coesão e especialização nas abordagens.
O Simpósio está ocorrendo no auditório da Universidade do Estado do Amapá, durante todo o dia, com intervalo para o almoço, sendo previstas seis palestras relacionadas a temática, com a participação de autoridades e especialistas em crimes contra a mulher, legislação de proteção à mulher, políticas de segurança voltadas para a mulher e medidas judiciais de proteção.
Participam do evento representantes das forças de segurança estaduais (Polícias Militar e Civil), da Sejusp, do Centro Integrado de Operações de Defesa Social (Ciodes) da Secretaria Extraordinária de Políticas para Mulheres (SEPM), da Secretaria de Estado de Mobilização e Inclusão Social (SIMS), dos Conselhos Titulares da Prefeitura de Macapá e do Ministério Público Estadual.
Lei Maria da Penha
Sancionada em 7 de agosto de 2006, como Lei nº 11.340, a lei visa proteger a mulher da violência doméstica e familiar e ganhou este nome devido à luta da farmacêutica Maria da Penha para ver seu agressor condenado.
A lei serve para todas as pessoas que se identificam com o sexo feminino, heterossexuais e homossexuais – o que significa que as mulheres transexuais também estão incluídas. Igualmente, a vítima precisa estar em situação de vulnerabilidade em relação ao agressor (este não precisa ser necessariamente o marido ou companheiro: pode ser um parente ou uma pessoa do seu convívio).
Ainda, a lei Maria da Penha não contempla apenas os casos de agressão física. Também estão previstas as situações de violência psicológica como afastamento dos amigos e familiares, ofensas, destruição de objetos e documentos, difamação e calúnia.
Enfrentamento da Violência contra a Mulher
Em âmbito estadual, o Governo do Estado do Amapá tem adotado medidas importantes no enfrentamento da violência doméstica e implementado mecanismo eficazes em prol da segurança das vítimas:
Em uma medida para modernizar o do Centro de Monitoramento do IAPEN, 400 aparelhos celulares equipados com um sistema de detecção da aproximação do agressor serão entregues às vítimas de violência doméstica. Os aparelhos funcionam 24h e são interligados diretamente ao sistema de monitoramento dos equipamentos com o objetivo de repassar todas as informações em caso de descumprimento de medidas impostas pelo Poder Judiciário ao agressor.
Equipes da Polícia Militar especializadas no atendimento exclusivo de ocorrências de violência doméstica.
Salas especiais para atendimento humanizado, reservadas exclusivamente para o atendimento de vítimas de violência doméstica, em todas as delegacias.
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